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Backup em nuvem: conheça o provimento 74
03/07/2019 Geral

Backup em nuvem: conheça o provimento 74

Este ano passou a vigorar o provimento 74, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que obriga os cartórios ao backup em nuvem de todos os seus arquivos. A norma “dispõe sobre padrões mínimos de tecnologia da informação para a segurança, integridade e disponibilidade de dados para a continuidade da atividade pelos serviços notariais e de registro do Brasil e dá outras providências”.

O objetivo da norma é garantir a segurança dos dados gerados pelos serviços dos cartórios. Além disso, com o armazenamento em nuvem, as informações ficam facilmente disponíveis sempre que os tabeliões precisarem consultá-las.  

Entre os recursos necessários para cumprir o provimento 74, além do backup, estão software antivírus e antissequestro e firewall. Quer saber como o cartório pode se adaptar às regras? Continue a leitura.

O que é backup em nuvem

O backup, como muitos já sabem, é uma cópia de segurança de arquivos para o caso de os originais se perderem de forma irreversível. Esse tipo de ação exigiu equipamentos físicos por muito tempo. Inicialmente eram usados disquetes, depois pen drives e HDs externos.

Era preciso estabelecer uma rotina para realizar esse processo manualmente com frequência diária. Isso ainda é realizado, mas não é forma mais prática e nem mais segura de se guardar dados, pois os dispositivos podem ser danificados, furtados ou apresentar problemas de funcionamento.

Por essa razão, surgiu o backup em nuvem, que vem ganhando cada vez mais espaço. Ele permite o armazenamento de dados na internet e pode ser programado para ser realizado automaticamente com a frequência desejada, evitando esquecimentos e contratempos.

Vantagens do backup em nuvem

No caso do provimento 74, o backup em nuvem é fundamental, pois, segundo a norma, o intervalo para a atualização do banco de dados não pode ser superior a 24 horas. A programação automática garante o cumprimento da exigência.

A segurança da nuvem é outro ponto positivo. Muitas pessoas têm dúvidas sobre ela, mas, além de não correr o risco de danificar o arquivo, quem opta por essa tecnologia tem à sua disposição uma série de recursos de segurança da informação, como a criptografia de dados.

Além disso, as informações são armazenadas em um centro projetado por uma empresa de data center, que vai ser a gestora dos dados e garantir a integridade deles. A empresa, é claro, deve ser confiável.

Regras estabelecidas pelo provimento 74

O provimento 74 estabeleceu algumas regras para uso do backup em nuvem que alteram um pouco a rotina dos cartórios, mas facilitam o dia a dia. Para isso, é imprescindível que o servidor escolhido permita:

  • agendamento do backup em, no mínimo, a cada 24 horas;
  • criação de pontos de recuperação a cada 30 minutos, para a geração de cópias de segurança;
  • realização das rotinas de backup sem interrupção das atividades do cartório;
  • identificação dos responsáveis pelo registro e alteração de dados, bem como a data e hora em que as ações foram realizadas.

Existem diversos serviços de backup em nuvem. O mais conhecido deles é o Google Drive. Entretanto, no caso dos cartórios, o mais indicado é optar por um serviço pago, que disponibiliza mais espaço, tem servidores mais velozes e mais seguros.

Como você viu, além de obrigatório, o backup em nuvem estabelecido pelo provimento 74 é uma forma segura e eficiente de armazenar dados. Para cartórios, que trabalham com informações pessoais e de grande relevância para a manutenção de acordos, contratos e negócios, esse tipo de serviço é fundamental.

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